Renda Fixa

CRI e CRA

O Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI) e o Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA) transformam dívidas de empresas em títulos de Renda Fixa.

Quando negócios a prazo viram títulos para receber à vista.

O Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI) e o Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA) antecipam crédito para construtoras, incorporadoras, cooperativas e produtores rurais desenvolverem seus projetos. Diferente de outros produtos da Renda Fixa, os CRIs e CRAs são emitidos por empresas securitizadoras, que transformam negócios feitos a prazo em títulos negociados à vista pelo mercado.

Na prática, CRI e CRA funcionam assim:

Securitizadora

Em vez de pedir um empréstimo aos bancos convencionais, é contratada uma securitizadora para transformar as parcelas dos recebíveis futuros (vendas com pagamento a prazo) em Títulos de Crédito.

Títulos de Crédito

Você aplica recursos e recebe o dinheiro de volta acrescido de juros, conforme as condições estabelecidas no momento do contrato.

Antecipação dos recebíveis

A empresa recebe, antecipadamente, os valores devidos, os compradores parcelam seus pagamentos e os investidores financiam a operação através das securitizadoras que emitem os CRIs e os CRAs.

Invista com isenção de I.R. nos setores que mais movimentam a economia.

Como é o retorno do investimento?

Rentabilidade

Como são títulos de Renda Fixa, você sabe qual será a remuneração recebida ou qual indicador econômico será referência para a rentabilidade no momento da aplicação.

Pagamento

Em geral, os juros são pagos de forma mensal, trimestral ou semestral e o fluxo de pagamento não é afetado, nem se a securitizadora tiver dificuldades financeiras.

Principais dúvidas sobre CRI e CRA.
Qual a diferença entre CRI e CRA?
O que diferencia CRI e CRA é a procedência dos recebíveis securitizados. Quando falamos dos CRIs, a aplicação é vinculada aos créditos ligados ao setor imobiliário, como financiamentos residenciais, comerciais ou para construções, além de contratos de aluguéis de longo prazo. Já os CRAs financiam empréstimos relacionados à produção, à comercialização, ao beneficiamento ou à industrialização de produtos, insumos ou máquinas do agronegócio.
Quais as vantagens de investir em CRI e CRA?
A maior vantagem de investir em CRI e CRA é que são títulos isentos de Imposto de Renda, ou seja, você consegue aproveitar 100% da sua rentabilidade. Isso diferencia o CRI e o CRA de outros investimentos de Renda Fixa, como CDBs, títulos do Tesouro Direto e Debêntures.
O que são securitizadoras?
São empresas que transformam os créditos que precisam receber, como parcelas de uma venda a prazo ou pagamentos de um financiamento, por exemplo, em títulos que podem ser comprados e negociados no mercado.
Qual a rentabilidade do CRI e do CRA? Vale a pena investir?
Se você procura uma aplicação para sair da poupança, o CRI e o CRA podem ser uma ótima alternativa. A rentabilidade é calculada com base no tipo escolhido: prefixado, pós-fixado ou atrelada à inflação. No entanto, atualmente, o CRI e o CRA costumam ter taxas de rentabilidade superiores ao CDI, índice econômico muito usado na Renda Fixa.
Por que CRIs e CRAs podem ser melhores que a poupança?
Por serem investimentos de Renda Fixa, o CRI e o CRA têm um maior rendimento, geralmente acima do CDI. Além disso, por ter isenção de I.R., faz com que a rentabilidade seja totalmente líquida, assim como a poupança, mas com rendimento maior.
Qual a diferença entre CRIs e CRAs e LCIs e LCAs?
Apesar de todos serem usados para financiar o setor imobiliário ou o agro, no caso das LCIs e LCAs, o risco é da instituição financeira que emitiu o título (inclusive, contam com a garantia do FGC). Já CRIs e CRAs têm o risco atrelado aos recebíveis que foram adquiridos pela securitizadora e não contam com a garantia do FGC.
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